O Uso de Tropas Distópicas em Os Filhos dos Homens

O livro ‘Filhos dos Homens’ apresenta os vários tropos distópicos através do uso de técnicas lingüísticas a fim de questionar os problemas da sociedade e criar uma parábola para nossa própria realidade.

O PD James apresenta o tropo distópico do assombroso através deste cenário. Ao utilizar lugares similares ‘Magdalen’, isso envolve mal-estar à medida que o leitor começa a imaginar que tal evento acontece. A descrição oximorônica do grito das mulheres, ‘desumano, mas todo humano demais’, cria uma sensação de significado por trás de seu grito. Essas emoções de uma mãe agora se tornaram irreconhecíveis para a sociedade, uma vez que agora se tornaram sem filhos, de modo que o papel da mulher como mãe foi agora destituído delas. A descrição antinatural da boneca também cria uma emoção assombrosa. Os chicotadas da boneca ‘se deitam como aranhas’ que só alienam a boneca através dos tons zoomórficos de medo e repugnância. James Bowman sugeriu que ‘sem a capacidade de ter filhos… nós também perdemos a capacidade de nos preocuparmos com qualquer coisa além de nosso próprio conforto e segurança’, o que é apoiado pela reação do protagonista que não sente tanta simpatia pelas mulheres quanto ele e a sociedade se tornaram hedonistas. Portanto, as mulheres estão normalizando o não natural (que a sociedade não vê como aceitável), criando assim uma atmosfera misteriosa e ao mesmo tempo perturbadora.

PD James explora o tropo distópico do capitalismo através do uso do jargão. ‘Six-Monthlies’ é uma versão avançada de uma boneca que ajuda a mulher potente de luto. Ela mostra que as empresas estão explorando a pandemia da infertilidade como as empresas da Segunda Guerra Mundial estavam produzindo materiais e propaganda em ordem. A narrativa de terceira pessoa apresenta indiretamente a perspectiva prejudicial da protagonista, quando se refere ao ‘sorriso idiota’ da mulher. Ela reflete o protagonista de 1984, que também não tem empatia com a mulher e continua a mostrar seu ódio por elas. Isto sugere que a literatura distópica mostra uma falta de simpatia para com as mulheres através da exploração e atitude desdenhosa para com elas.

Ela também apresenta o futuro distópico da violência, através de técnicas lingüísticas como o campo semântico. Ela mostra a diminuição da reação da população a uma ‘ameaça’, é por ‘duramente… Apreensão… Atirando… Thumping’, embora esta reação seja em relação a uma criatura dócil. Isto ilustra o impulso da humanidade de recorrer à violência quando está em desvantagem numérica. Isto poderia aludir à questão da era contemporânea em relação à pandemia da AID, já que muitas pessoas questionavam se os humanos deixariam de existir por causa disto. Ao culpar um grupo minoritário na época, os homossexuais, por causa da AID, ela causou mais aumentos na homofobia, apesar de haver provas claras de que é falsa. Assim, a PD James apresenta intencionalmente o absurdo da reação da sociedade de agir agressivamente quando confrontada com um futuro distrofico.

Para concluir, o DP James usou pandemias e problemas do passado e criou um futuro de distopia para criar o sentimento de semelhança. Ela também comenta sobre o uso do capitalismo e como este tem fundamentalmente falhas na exploração da vulnerabilidade emocional e como a humanidade tem falhas por resultar nos meios de violência como uma resolução.